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O confronto entre o homem e a mulher no esporte


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A análise do perfil dos atletas que estarão participando dos próximos Jogos Olímpicos tem chamado a atenção dos especialistas principalmente por dois aspectos. O primeiro diz respeito ao aumento do número de atletas mais jovens, o que caracteriza uma aparente tendência à uma iniciação cada vez mais precoce nos esportes de alto rendimento. O segundo aspecto é o significativo aumento da participação de atletas do sexo feminino à cada Olimpiada. Esse fato abre uma discussão que já foi tema de algumas publicações científicas e constitui-se em um questionamento sempre presente e atual: será que a mulher será um dia capaz de superar o homem no desempenho esportivo?
 
Evidentemente a discussão dessa pergunta requer uma análise pertinente à cada uma das modalidades esportivas. Por exemplo, nas modalidades que dependem de força muscular torna-se óbvio o fato do atleta do sexo masculino não ser superado pela mulher. Existe nesse caso um fator biológico que diz respeito aos efeitos dos hormônios masculino e feminino. Como resultado da diferenciação hormonal, o homem possui mais músculos e menos gordura que a mulher.

É nas provas de resistência, ou seja, principalmente nas corridas de longa distância, que essa discussão ganha mais polêmica. Hoje, na corrida dos 42 quilômetros da maratona, a diferença entre o homem e a mulher em termos de atletas de elite é de cerca de 10 minutos, ou seja, o homem chega cerca de 10 minutos antes da mulher.

O interessante é que essa diferença vem diminuindo sensivelmente nas últimas décadas. Para se ter uma idéia, com o tempo que uma mulher faz a maratona hoje, ela venceria essa prova nos Jogos Olímpicos de 1952!

Num exercício de futurologia, já houve um pesquisador americano que em 1992, fez uma previsão de que, por volta do ano 2005, o homem e a mulher estariam competindo para fazer o mesmo tempo na maratona. Será que tal previsão tem fundamento? Ela na verdade está baseada exclusivamente na evolução dos índices, ou seja, é quase uma previsão matemática. Por trás desses números existem as diferenças fisiológicas entre o homem e a mulher, e na corrida de longa distância, parece difícil acreditar que a mulher possa superar o homem tendo menos glóbulos vermelhos no sangue, uma vez que são estas células que alimentam os músculos com oxigênio. No entanto, a expectativa desse confronto existe! Os machistas que se cuidem!





Prof. Dr. Turibio Leite de Barros Neto


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